quinta-feira, 30 de junho de 2011

Apoio da Família IV

- Pai, 12 dias sem cigarro.
- Minha filha, tem que parar de contar. Tem que falar que já largou.
- Ô, pai, não é assim, não.
- É assim, sim.

Quase uma atleta

Saindo pra caminhar. Até a fisioterapia, pra cuidar do ombro chumbado no tombo no tomógrafo, quando ainda arfava, tísica, semana passada. Mas já é um começo.

A propósito, hoje vou saber como vai o par de pulmões, segundo o resultado da tal da tomografia, que vou pegar antes de ir pro jornal.

Ah, sim: 13 dias sem fumaça nas ventas.

Aaaaaaaaaaaah, esqueci de contar. Não fiz alarde pra vocês não concluírem, definitivamente, que tô completamente surtada. Mas a verdade dos fatos é que aproveitei a carona de estar sem beber e sem fumar e, depois de babar nos primeiros dias de abstinência, também resolvi, só de raiva, fazer uma dieta. Trata-se de um programa de reeducação alimentar montado por uma nutricionista ano passado, que eu nunca, claro, segui. Resultado: menos dois quilos em exatos oito dias. E vamu que vamu.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Repitam comigo: on-ze, on-ze, on-ze

Tudo bem, tá ficando chatinho.

Juro que não vou manter essa ladainha até eu fazer, sei lá, uns 783 dias sem fumar.

É só que acabo de jantar (= caldo verde + suco) e o beiço ameaça babar por um cigarrinho, aquele do silêncio do depois da comida.

Ai.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Contei que minha cozinha está tomada por uma praga de baratinhas mutantes (aquelas pequenininhas), que não desaparecem de jeito nenhum, a despeito da enorme quantidade de iscas para insetos que espalhei lá? Pois é. Já conversei com as colega tudo, donas de casa, e já descobri que essas baratinhas não se rendem a essas iscas e que só com dedetização.

Alguém aí conhece alguma dedetização que não vá me mandar de volta pra emergência com asma? Rezadeira tá valendo.

E onde há fumaça...

... há uma desgraçada duma fumante tentando largar o cigarro. É assim:

Quando você fuma igual a uma louca pela rua, único lugar público onde ainda se pode dar uma pitada, tem sempre um palhaço que passa perto e sai se abanando todo, como se você estivesse esquartejando uns 15 ursos polares e afogando uns 36 quatis. Ato contínuo, você tem a certeza absoluta de que é a única pessoa sem sangue nas veias e sem coração que ainda ousa fumar na rua e que ninguém mais no planeta é tão fraco quanto a sua pessoa, ser covarde que dedica a vida a poluir a atmosfera.

Aí, quando você, finalmente, resolve pensar em talvez abandonar o tal do vício de vez, o planeta, de repente, resolve fumar na sua fuça. Na boa, o Largo do Machado, de repente, passou a parecer aquelas matérias de queimada na Amazônia do Jornal Nacional.

Obama Supernanny

Desculpem, mas é mais forte que eu: cês viram isso?

http://www.youtube.com/watch?v=8WPtEGOp5rI

Dá vontade de chamar o Baracko de "fofo" e...

Tudo bem, passou.

domingo, 26 de junho de 2011

Apoio da Família III

- Já jogou os maços de cigarro todos fora?
- Não, pai, ainda não consegui. Mas escondi todos, pra não ficar na minha vista.
- Mas você esconder não adianta. Você sabe onde está, uai.

Apoio da Família II

- Pai, tô há 9 dias sem fumar!
- Tem que fazer um ano.

Apoio da Família I

- Pai, tô há 7 dias sem fumar!
- Quero ver fazer 17.

sábado, 25 de junho de 2011

O Blues da Abstinência III.I

De volta, capoeiristas já longe do Largo, só tenho a dizer o seguinte:

As bolinhas da porta da vizinha não estão nas interseções dos quadradinhos. Estão no meio de cada um deles. Conclusão óbvia, sem nem precisar contar: são 16 os quadradinhos brancos. E não são jateadas. São pequenas florzinhas, como uns bordadinhos. Bem legal.

Na boa, agora, é sério: alguém me abraça!

O Blues da Abstinência III

E, por falar em vício novo: já contei aqui que a porta de ferro da vizinha tem 16 bolinhas jateadas, de metal escuro, aplicadas em cada interseção dos quadradinhos da grade branca?

Pois é.

O Blues da Abstinência II

Rua já, antes que eu cometa um ato tresloucado contra algum representante da sociedade civil organizada. Afinal, como sabemos, se eu virar homicida sóbria não vou poder nem apelar pra "ausência de razão momentânea causada pelo efeito do álcool". Saco.

O Blues da Abstinência I

Ficar sem fumar e beber quando a gente tá doente, estrebuchando, se sacudindo toda de tanto tossir a alma é mole. Foi assim, por exemplo, no sabadão passado, eu ainda ao contrário, enfiada na cama dias a fio, cada osso do meu corpinho doendo. Molinho, molinho.

Ficar sem fumar e beber quando a saúde tá quase de volta à cena, num sabadão ocioso, fazendo comidinha bacana COM UM FESTIVAL DE CAPOEIRA O DIA INTEIRO NA ESCOLA DO LADO (!!!) é provação divina demais pra minha cabeça. Se pudesse, enfiava o fone do MP3 inteiro no canal auricular ou sei lá mais que nome tem a continuação do buraco do ouvido.

Por que, meu Deus, por quê?

Passou, passou, passou

Consegui comentar os comentários do primeiro post, finalmente.

Só não consegui entender até agora por que eu, euzinha, logo eu, dona deste blog, tenho que ficar me identificando a cada comentário.

Que coisa, meu Deus!

Agora, em definitivo: fogão já. Inté.

Alguém aí me rogou alguma praga?

Detesto interromper este momento solene de transição na alma desta humilde autora e na narrativa de nós tudo, mas será que alguém poderia, por obséquio, me dizer por que, diabos, eu não consigo postar um comentário no meu próprio blog? Virou uma coisa surreal, com esta coisa me pedindo pra logar na conta do Google antes de me deixar comentar os primeiros comentários de leitores queridos e voltando ao início a cada vez que eu boto o login e a senha.

Ia, por exemplo, dizer o quanto Bernie Boy me emocionou com seu primeiríssimo comentário e quanto Vinícius me comoveu lembrando o prefácio que um dia eu fiz pro livro de estreia dele, etc, etc, etc. Também ia fazer um monte de gracinhas acerca do primeiro sábado no blog novo e... Saco. O palhaço do Seu Blogger acabou com a minha inspiração.

Chiclete de nicotina na fuça já. Pra passar o ódio e encarar o fogão.

Só por hoje, só por hoje, só por hoje...

Bye, bye, Johnny. Bye, bye, Philip

Depois de uma crise maluca de asma e de quase 10 dias no estaleiro, sem trabalhar; me danando toda pra tentar não vomitar, o tempo todo, a pilha de remédios que precisei tomar e pra tentar me recuperar de um tombo que tomei enquanto fazia tomografia de pulmão e me entortou o ombro esquerdo… sei lá, o mínimo que eu precisava era de um blog novo.

Preciso mudar de assunto. Preciso trocar de prosa. Preciso enfiar o Sua Excelência, o Canalha (suaexcelenciaocanalha.blogspot.com) em algum canto qualquer do passado.

Aliás, por falar em trocar, a explicação pra esse nome mané que me ocorreu pra este blog novo é a mais bizarra e, vá lá, óbvia: estou há exatos sete dias sem fumar e sem beber.

Zero de intoxicação.

Zero de entorpecimento.

Zero de compreensão de como esta alma vai seguir viagem com as duas patas cravadas no chão, em horário integral, quase aos 45 do segundo tempo.

Valhei-me, meu São Johnny Walker. Valhei-me, meu São Philip Morris.